Feeds:
Posts
Comentários
Ghost World, dirigido por Terry Zwigoff

Ghost World, dirigido por Terry Zwigoff

Os tempos estão mesmo cada vez mais difíceis. Toda hora me vejo dando voltas no meu próprio eixo, procurando uma explicação, um sentido para as coisas.

Penso que o ser humano está chegando a um momento da existência que “daqui não passa”. As pessoas estão cada vez mais piradas, perdidas, alienadas no meio da informação.

O que é preciso e possível fazer? A gente já não se une. Não vivemos todos juntos no planeta terra. E sim, cada um em um planeta terra. E as coisas vão acontecendo sob o domínio da geração anterior por enquanto.. e de forma que a gente não possa ver ou participar. O que estarei fazendo em cinco, dez anos? E o meu sobrinho?

Dá medo de pensar….

CONCLUSÃO DAS ATIVIDADES, CONTINUAÇÃO DAS LUTAS

MST termina as atividades do “Abril Vermelho” com algumas vitórias, mas ainda precisa de mais paciência e luta para as próximas conquistas

Por Dafne Spolti

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) fez esse mês várias atividades do “Abril Vermelho”, marcado pelo massacre de Eldorado dos Carajás, em que 19 militantes foram assassinados. O Mato Grosso e outros estados fizeram marchas e manifestações públicas. Além disso também foi lançado nesse abril a campanha “Limite da Propriedade da Terra: em defesa da reforma agrária e da soberania territorial e alimentar”. Dentre as principais atividades do MST-MT está a marcha de Jangada a Cuiabá, que contou com a participaçã, que contou com a participaç do MST estuero cole a penarcha, mas acredita que vale so conto de aproximadamente 450 Sem-Terras.

Já no dia 14, 300 famílias estavam em Jangada. Prepararam-se com vídeos e palestras e dia 16 partiram rumo a Cuiabá. A caminhada foi de aproxiamadamente 83 Km. A marcha do MST, que segue sempre com passo contínuo, veloz e firme, tinha como tema: “reforma agrária, emprego e defesa do meio ambiente”. Na chegada em Cuiabá, muitos estavam com calos nos pés. Mas todos acreditam que a luta é importante, que não é em vão.

Elzira Maria da Silva, 45, casada, está no MST há 12 anos. Foi criada na roça, mas com 13 anos veio para a cidade, onde trabalhava de doméstica. Mas ela acredita que é melhor morar no campo. “Por causa das minhas crianças. Tenho muito medo das minhas crianças entrar no vício da droga, né?”, explica. Ela estava com faixas nos pés por causa dos calos e bolhas que formaram durante a marcha, cujo percurso fez de chinelo. Apesar dos machucados ela acredita que a luta é válida: “Ah, vale a pena, sim, a gente lutar pelos direitos nossos. Cansar a gente cansa um pouco, mas vale a pena”.

Ao lado dos mais idosos, caminham as crianças e os mais jovens. Tiago é um desses meninos. Ele tem apenas 9 anos, faz a quarta série, mas sabe bem porque é importante a luta do MST. E para ele com cidades tão violentas a vida na roça é melhor: “Acho melhor morar na roça porque na roça você pode andar pra tudo quanto é lado que você não vai se perder. Na cidade não. É perigoso você se perder ou alguém te roubar, te matar.

Com um discurso bastante maduro, José Bruno Fonseca dos Santos, 16, fala um pouco sobre a produção com fertilizantes naturais ou artificiais: “Esses grandes produtores que grilam terra por aí só mexem com veneno, com agtóxico. É melhor uma coisa natural, né?” Ele também já morou no campo e na cidade, mas prefere o campo, por ser um lugar mais seguro. Segundo José Bruno, “lá [no campo] a gente fica livre, sem bandidagem. Aqui é perigoso levar uma bala perdida. Melhor é mexer com os boi, mexer com as vaca, né? Tirar o leite”… Ele pensa em ter sua terra um dia. “Pra plantar… tirar o sustento…”

A marcha do MST terminou dia 22, com um ato na praça alencastro, mas as atividades ainda continuaram até o encontro com o Incra-MT. No ato da praça alencastro diversas entidades defenderam as ações do movimento, a luta pela reforma agrária, o emprego (com enfoque para os desempregos causados com a crise mundial), e o meio ambiente. Robinson Ciréia, do Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público de Mato Grosso (Sintep-MT) ressaltou que as lutas entre as pessoas do campo e da cidade não são separadas, mas sim, que devem caminhar juntas. “O povo da cidade sofre também com o aumento da água aqui em Cuiabá, o aumento do transporte, que está vindo aí, com o aumento do IPTU… O prefeito ta pensando em aumentar a passagem pra R$ 2,40! (…) A união dos trabalhadores do campo com os da cidade é o caminho pra derrubar a burguesia”.

No dia 23, os militantes foram até a Assembléia Legislativa em ato público de defesa ao meio ambiente. Durante o ato, João Pedro Stédile, da diretoria nacional do MST fez um pedido aos parlamentares que cobrassem do Incra suas obrigações. Citou, por exemplo o curso de Agronomia de Cáceres, da UNEMAT, que começou a funcionar graças às articulações do MST, mas que há um ano está parada pela falta de repasse das verbas do Incra. “Os nossos estudantes querem estudar e não podem estudar porque faz um ano que o Incra não libera dinheiro pra universidade. É uma vergonha! Então apelo pra vergonha de vocês… vocês têm poder pra isso! Nós não podemos admitir que o curso de agronomia de Cáceres continue parado!”. Ainda no dia 23, Stédile deu um seminário organizado pela Associação dos Docentes da UFMT (Adufmat) contextualizando a crise financeira internacional e algumas atividades do MST.

Finalizando as atividades do “Abril Vermelho” o MST fez uma assembléia com o Incra-MT, onde estavam acampados desde a chegada a Cuiabá no dia 22, para saber quais eram as respostas às reivindicações de março, encaminhadas através do ofício n.° 012/MST/2009. Algumas respostas foram positivas ao MST, outras ainda serão resolvidas após mais análises do Incra. Os principais encaminhamentos são o assentamento de 3 mil famílias até o final do ano; repasse de 11 milhões para infra-estrutura nos assentamentos e de assessoria técnica.

Ser HumanA

janisjoplinmyspace-aquela1

Por Dafne Spolti

“Algum dia eu ainda irei compor uma música que explique o que é fazer amor com 25.000 pessoas durante um show e depois voltar sozinha pra casa” (Janis Lyn Joplin)

Não podia deixar de falar da querida Janis Joplin. E nem sei por que a chamo de querida, sendo ela tão encrenqueira e muitas vezes chata como era. Acho que é porque mesmo assim ela era uma pessoa amável.

Boa parte de quem me conhece sabe que eu gosto da Janis. Adoro e queria que todos gostassem, mas ao mesmo tempo, tenho um sentimento egoísta de querer guardá-la apenas pra mim. Impossível, claro.

Conheci a Janis em 2001. Eu tinha uns 13 anos e ela já tinha morrido há 31, com seus 27 anos de idade. Era uma tarde inútil da minha vida e comecei a procurar o que fazer. Aí tinha uma fita de VHS em casa. Eu sabia que já tinha assistido alguma vez, mas nem lembrava direito.

Fiquei em dúvida entre os “Doors” e a Janis. Escolhi a Janis.. E aí foi um negócio de doido! Eu estava sozinha em casa e vibrei. Ela não cantava. ELA VIVIA AQUILO QUE ESTAVA CANTANDO! ERA TODA CORES, TODA SOM…

Nesse período “mais Janis” da minha vida eu passava, então, todas as tardes assistindo o filme. Dava pra ver umas duas vezes até a família chegar em casa e aí acontecer toda aquela história de cachorro pulando, de tirar um monte de coisas do carro etc. Mas gente, lógico que eu não ficava parada na frente da TV. Eu dançava que nem doida, tentava fazer os mesmos movimentos que ela, até que comecei a interpretar “Summertime” para a família. Eles adoravam e eu ficava me sentindo a própria Janis Joplin. Ah, e eu também comecei a me encher de bugigangas para ficar parecida com ela, e ainda fazia desenhos. Pausava o filme e botava o lápis pra correr no caderno de desenho.

Aí a gente colocou internet em casa. Baixei mais ou menos umas 600 fotos. Eu ficava relacionando as pessoas das fotografias com as citações que a Myra Friedman fazia na biografia da Janis “Enterrada Viva”. Um dia o computador foi formatado e eu perdi tudo.

Depois disso eu tinha vontade de fazer pesquisas sobre a Janis Joplin, de ir pro Texas conhecer a cidade onde ela nasceu etc etc… Aí essa fase foi substituída pelas reflexões do tipo: “Por que será que eu gosto tanto da Janis?”.

Tinha muito artista bom por aí que também podia ter todo o meu amor. Mas com a Janis era diferente… musicalmente maravilhosa, mas não era só isso. Aí comecei a entender. A Janis Joplin era uma das pessoas mais humanas que conheci. E ainda por cima não escondia isso. Ela é cheia de defeitos, cheia de neuroses e grilos na cabeça, reflexiva e sensível ao extremo. E é por essas pessoas que me encanto. A Janis não é uma cantora dos anos 70. É um ser humano que sofria, importunava as pessoas, que era extremamente inconstante, que isso e aquilo…. e tudo e tal….

Observem: Não consegui definir se falava no passado ou no presente. Pode?

Texto publicado dia 19/02/2009 em http://parafernaliamt.blogspot.com

Negritude Neusa BaptistaFotografia de Dafne Spolti / Tranças feitas por Ana Fashion

Fotografia de Dafne Spolti / Tranças feitas por Ana Fashion

Neusa Baptista é autora do livro “Cabelo Ruim?”, que narra a história de uma menina de cabeo pixaim aprendendo a se aceitar.

Menina

Fotografia de Dafne Spolti - Pequena moradora do bairro Parque Geórgia, Em Cuiabá-MT

Pequena moradora do bairro Parque Geórgia, Em Cuiabá-MT (Fotografia de Dafne Spolti)

Mais em www.ellenkooi.nl

FOTÓGRAFO

Cena do filme Blow up, de Michelangelo Antonioni

Cena do filme Blow up, de Michelangelo Antonioni

Não consigo parar. Quero saber quem é o fotógrafo, sentir sua energia, saber o que pensa. Porque pra mim, não são apenas profissionais. Eles incorporam o “ser” fotógrafo de maneira profunda e espontânea.

Mas estou falando dos bons fotógrafos! Daqueles que nos mostram algo diferente ou que diferenciam o banal.

Aos poucos eu chego a alguma conclusão. Por enquanto sou só aprendiz.

Cuiabania

Cuiabania

Por Dafne Spolti (texto e foto)

Ontem minha colega de trabalho e amiga Laís Costa Marques me disse que essa casa daria uma boa foto. A intenção era pegar o corredor (que estava atrás de mim) com a plantinha no fundo. Fui lá e pedi aos velhinhos permissão para fotografar a casa. Eles me escutaram com certa dificuldade e deixaram rapidinho que eu fotografasse. Como típicos cuiabanos, sempre dispostos a ajudar.

Mas quando cheguei, a foto com o corredor não dava certo de jeito nenhum, por uma dificuldade de iluminação. Comecei, então, a fotografar a janela e timidamente os fotografei também. Quando passei a foto para o computador fiquei contentinha… A fotografia não pretendida inicialmente, provavelmente trouxe uma marca ainda maior da cuiabania, e ainda uma pequena história dos velhinhos que moram la, que tem uma imagem de santa na sala de uma casa simples e blá blá blá…….coisas que ficaram na minha cabeça…

Hello world!

Welcome to WordPress.com. This is your first post. Edit or delete it and start blogging!